Marco Rodrigues

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Opinião

25-04-07

25 de Abril

    Depois de reflectir sobre que tema haveria de escrever lembrei me de escrever sobre um dos temas que mais me orgulha de ser Português. Agora que estamos a comemorar o trigésimo terceiro aniversário da revolução dos cravos, é com muito orgulho que nós Portugueses invocamos esse mesmo orgulho de fazermos parte de uma nação pequena geograficamente mas que já deu lições ao mundo.
   Muitas pessoas no estrangeiro e em Portugal já deram a sua opinião sobre o que aconteceu nessa madrugada mas para mim tudo aquilo que possa ser dito, escrito e até representado em filmes e documentários e muito pouco para que se tenha noção duque deveria representar o 25 de Abril para o povo Português. Eu próprio quando da minha passagem pelo serviço militar obrigatório (quase 4 anos) tive a honra de participar por duas vezes nas comemorações oficiais do 25 de Abril em Lisboa e posso afirmar que são alturas que nos dei chão a alma e o peito a transbordar de alegria e gritar para o mundo o nosso orgulho e o Viva o 25 de Abril, Viva Portugal.
  Pena é que muitas pessoas só invocam o 25 de Abril uma vez por ano e só na altura da sua comemoração. Esta ideia, estes ideais deveriam acompanhar todos os Portugueses e mais ainda aqueles que tem o dever de nos governar e de nos orientar.
     Infelizmente e após trinta e três anos  após o  esse momento  histórico  digo que ainda há muito  25 de Abril para cumprir. Fala-se de direito de igualdade para todas as pessoas, direitos na saúde, na educação  na  segurança social  na liberdade de expressão de pensamentos e de ideias mas infelizmente acho que isso não se verifica no nosso Portugal.
    Olhamos para as assimetrias regionais olhamos para o nosso Portugal interior e o que podemos constatar é que era preciso fazer outro 25 de Abril para que os nossos governantes olhassem para nós como Portugueses em igualdade com o litoral nos direitos e não só nos deveres como vêem fazendo ao longo dos tempos.
                   Na minha opinião e não quero com esta opinião ofender pessoas mais sensíveis e até mentes mais retrógradas, o poder politico da nossa região não atende as necessidades da nossa população. Atrevo-me até a
dizer que vivemos numa ditadura camuflada por uma democracia. Vejamos o desprezo que  a  região de Trás- os-Montes e Alto Douro tem vindo a sofrer. Quem cá mora e sente esse desprezo, desespera por um milagre
que salve a nossa agricultura e melhore o nível de vida das pessoas e das gerações futuras. Com esta ideia, termino dizendo Viva Portugal!

Viva o 25 de Abril!

Vivam os Portugueses!

 


01-03-07

Douro...Património...

 Caros amigos começo por dizer a razão que me levou a escrever este artigo de opinião sobre o Douro.

    No exercício da minha profissão, percorro uma vasta área de km´s, entre 5 a 6 mil por mês. Parte da Beira Baixa, quase a totalidade da Beira Alta e Trás os Montes e Alto Douro.
 Como devem calcular falo com muita gente de diversas zonas do país e cheguei a conclusão que a maior parte das pessoas acham que nós no Douro, digo nós do Douro, porque eu sou do coração da região demarcada do Douro, que é só a região demarcada mais antiga do mundo, acham que não estamos assim tão mal. Nós podíamos estar muito bem, até porque o Douro foi considerado património mundial pela UNESCO. Porém e a bem da verdade, é que, para quem cá vive, isso pouco ou nada alterou o seu bem estar e o seu dia a dia, ou seja os benefícios concretos são poucos ou nenhuns.
    Na minha opinião acho que a maior parte dos produtores de vinho do porto ou melhor dizendo do douro deveriam de estar mais unidos para poderem fazer frente contra os grupos económicos que cá vêem em busca de riqueza. Lamentos e mais lamentos é o que se ouve por toda a parte de uma maneira geral mas colaborar e ajudar as instituições e associações que por cá vão sobrevivendo é mentira.
    Por outro lado as adegas privadas e associadas estão de costa voltadas a lutar com uma certa rivalidade  e  até se entende pois lutam pela sua sobrevivência.  Tornava-se mais fácil se estivessem unidas e remassem para o mesmo lado para assim  poder haver um  melhor controle  dos preços que se vão praticando e para a minimizar os prejuízos que vão surgindo principalmente quando as condições atmosféricas nos afectam.
   A casa do Douro anda de tanga mas isso já se arrasta há uns anos a esta parte e de quem e a culpa...dos sucessivos governos, da Direcção da casa do douro... dos produtores... não sei a única coisa que sei e que é certo é que o douro e uma mina de ouro. Para quem? Basta estar um pouco mais atento e analisarmos o exemplo dos vários empresários estrangeiros e nacionais. Exemplo disso é o turismo no rio e o agora turismo que se pratica por essas quintas fora. Nós Durienses deveríamos um maior sentido de oportunidade e de iniciativa, exemplo disso foi um concurso de vinhos de agricultores e produtores do Castedo. Nesse concurso juntou um jure de luxo que dispensa mais comentários ate porque está publicado um artigo neste site que diz tudo. São iniciativas como estas que vão dando algum alento a que vive por estas terras e nota que existe alguém que tenta dar vida e uma golfada de ar fresco a esta região. Muitas linhas já foram escritas sobre o Douro muitas opiniões foram dadas escritas e registadas mas o efeito peca pela tardia. Vejamos o exemplo das varias regiões demarcadas do país e ver as suas estratégias. Noto um pouco de visão empreendedora por parte das pessoas que têm o dever de lutar para que as coisas tomem outro rumo. Algumas  pessoas vivem dos tachos que vão arranjando nas associações e instituições que estão ligadas ao ministério da agricultura e aos agricultores, essas pessoas têm o dever de lutar pelo desenvolvimento do douro e as atitudes que tomam pouco ou nada altera a forma quase de abandono que nos encontramos. Infelizmente só se lembram de nós de 4 em 4 anos e só durante um mês, depois volta tudo à estaca zero.
    Quem sofre , quem paga a factura quem trabalha arduamente nos socalcos que tanta gente encanta, é simples, são os nossos pais, irmãos, tios, avós ou seja são as nossas origens, as nossas raízes.  Foi por eles que decidi escrever este artigo de opinião pessoal para fazer um apelo a quem de direito tem o dever e o poder de decisão para que intervenha de forma a que as coisas se alterem para o bem da região e para bem de todos nós. O senhor primeiro ministro não deveria de esquecer parte das suas origens, venham cá visitar o povo e testemunhar como se trabalha arduamente.
 


29-01-07

Um gesto nobre

     Depois de ler um artigo no jornal a Voz de Trás os Montes decidi escrever um comentário cujo assunto me suscitou curiosidade.

A família Symington, que segundo a minha fonte é a proprietária da Quinta dos Malvedos e que estão instalados já á mais de um século no Douro, ofereceram um ventilador ao hospital de Alijó, mas é de bom tom relembrar que em 1995 já tinham doado a esse mesmo hospital uma máquina de raio X.
      Estas ofertas são sem dúvida uma mais valia para o hospital e para a população do concelho de Alijó.

São gestos como este que nos fazem pensar e que nos dão força para lutar pelo conforto e pelo bem estar das pessoas da nossa terra.
O Governo está a fechar por todo o País, maternidades, urgências hospitalares (SAP) bem como outros equipamentos que afectam a vida e o bem estar das populações.

       Contudo, apetece-me dizer que se os Imigrantes têm gestos tão nobres, é sinal que eles não estão cá só para se governarem como algumas pessoas dizem. Quando afirmam, "que o Douro está entregue aos Ingleses", pois bem que assim seja, porque apesar desta família se estar a governar no nosso país, não devemos esquecer que dão trabalho ao nosso povo e investem no nosso Douro. Se não fossem os Ingleses, algumas partes do nosso Douro não estariam tão bem tratadas e cuidadas! Enfim, esta família tem muito mérito, porque tem demonstrado amor pelo Douro e ao mesmo tempo preocupação pelas pessoas que lá estão e lá trabalham arduamente. Esta família faz o que algumas pessoas não fazem para ajudar as instituições sem fins lucrativos.
      É com todo gosto e prazer que digo que esta família faz parte da história e há-de estar ligada ao nosso Castedo, pois a Quinta dos Malvedos fica situada na nossa freguesia. Este meu comentário tem como fim dar a conhecer um gesto tão bonito e nobre a todos os Castedenses e pessoas em geral, serve também para agradecer publicamente e dizer obrigada a esta família pelo gesto. Só espero que este equipamento continue a operar pois o Governo que não tenha a triste ideia de fechar o Hospital de Alijó!
                                    Um forte abraço e até breve.


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