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25-09-2008 |
Nova Infra-estrutura |
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APPACDM cria Lar Residencial para deficientes mentais, em Alijó |
Em plena fase de crescimento, no desempenho importante de apoio à deficiência mental, a Associação de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Vila Real-Sabrosa, APPACDM, vai construir, em Alijó, um Lar Residencial para 25 utentes e uma Residência autónoma para cinco pacientes. O valor do projecto ronda os 700.000 euros e resulta de uma candidatura ao Programa de Alargamento de Equipamentos Sociais, PARES. A Câmara Municipal de Alijó colabora neste importante equipamento, disponibilizando um terreno e apoiando, tecnicamente, a elaboração do respectivo processo de candidatura
É uma boa nova, para o cidadão deficiente do distrito de Vila Real e, em particular, para os utentes do concelho de Alijó. A instituição está a equacionar, no futuro, a candidatura à Certificação de Qualidade dos serviços prestados aos seus utentes.
O Presidente da Câmara Municipal de Alijó, Artur Cascarejo, manifestou, ao Nosso Jornal, a sua satisfação, “por acolher tão necessário e importante equipamento social”.
“O nosso interesse surgiu após o lançamento de um desafio, feito pela instituição. Sabendo nós que dezenas de utentes são oriundas do concelho, o novo equipamento permitirá que as deslocações a Sabrosa acabem e os custos suportados por estas sejam para apoiar o novo empreendimento” - acrescentou.
O interesse da Câmara Municipal de Alijó, nesta primeira descentralização estrutural da APPACDM de Sabrosa, foi imediato. “Desde o primeiro momento que a autarquia se mostrou disposta a apoiar esta iniciativa da APPACDM. Para o efeito, prestou apoio técnico à elaboração da respectiva candidatura, bem como disponibilizou um terreno, à entrada da variante da vila, no Loteamento da Viuveira. O protocolo assinado atribui os direitos de superfície à APPACDM, durante 30 anos, desde que concretize o investimento previsto, o que, realmente, vai acontecer”.
Artur Cascarejo vê várias vantagens com a criação deste Lar Residencial: “Teremos um cuidado de maior proximidade e, ao mesmo tempo, dará origem a alguns postos de trabalho qualificado e sabe- -se quão importante é isto, em termos de Municípios do interior”.
Por sua vez, Luís Correia, Presidente Associação de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Sabrosa, APPACDM, adiantou-nos alguns pormenores sobre a iniciativa que surge numa tendência de crescimento da instituição:
“Estamos a preparar-nos para criar um Lar Residencial, na vila de Alijó. A Câmara doou um terreno, com cerca de 13.000 m2, no centro de Alijó, sendo que o Programa PARES financiará, em 75%, esta obra que orça em 700.000 Euros, ficando o resto a cargo da Associação, ou seja 25% deste valor.
Além do reconhecimento da necessidade deste tipo de equipamento, é uma mais-valia para a vila. Vai criar empregos, ajudando, desse modo, a fixar a população. A escolha de Alijó deveu-se, para além dos apoios prestados pela Câmara Municipal, ao facto de 30% das crianças utentes do centro pertencerem àquele concelho, pelo que fazia todo o sentido este escolha. Quero realçar a disponibilidade da Câmara Municipal, para com este nosso projecto”.
Este equipamento começará a ser construído até ao final deste ano. Os trabalhos deverão estar concluídos até meados de 2010. O Lar Residencial terá a capacidade para 25 adultos e a Residência Autónoma para 5.
Luís Correia, porém, já tem um outro desejo, para “complementar” o Lar Residencial e que passará, obrigatoriamente e em simultâneo, pela construção de um Centro Ocupacional. Este responsável adiantou, também, que a instituição pondera apresentar uma candidatura a um processo de Certificação de Qualidade de serviços.
“A APPACDM, com 20 anos de caminho percorrido, pretende continuar a crescer, não só nos serviços que presta, mas, de igual modo, na sua qualidade. Por isso, está neste momento a equacionar a possibilidade de iniciar o Processo de Certificação da Qualidade”.
A APPACDM de Vila Real-Sabrosa alarga também e pela primeira vez a sua rede de apoio a Agrupamentos Escolares da região.
“Ao fim de quatro anos, estamos já a apoiar o Agrupamento de Sabrosa, pela primeira vez, e começamos este ano lectivo com o alargamento do apoio aos Agrupamento Escolares. Isto foi aprovado com a Direcção Regional de Educação do Norte e abrange os Agrupamentos de Escolas de Alijó, de Lamego (freguesia da Sé), Diogo Cão de Vila Real e de Sabrosa, visando o apoio às crianças que tenham necessidades educativas especiais e que o Ministério da Educação entenda que precisem de beneficiar desse apoio. Ao todo, com esta acção, estamos a apoiar 122 crianças e jovens, entre os 6 e 18 anos. Todos estes apoios são muitos e variados. Vão desde a terapia da fala, à terapia ocupacional, à ocupação do tempo livre, entre outras.
“Tudo isto é dado em ambiente escolar e, no plano curricular do aluno, é concertado um horário, por forma a que possa ter o apoio especial de que necessita” - acrescentou Luís Correia que explicitou: “A ideia original é que as crianças, mesmo com necessidades educativas especiais, devem permanecer nas escolas, mas é certo que há crianças que, pelas suas dificuldades, não podem ser mantidas nesse contexto. Ainda este ano, chegaram a esta APPACDM, quatro novas crianças”.
Refira-se, ainda, que, por iniciativa da APPACDM, nasceu também em Sabrosa a SABROSEV, a primeira empresa de inserção que tem, no momento, 10 funcionários, tendo alguns deles deficiência mental, e outros, igualmente, a usufruir de Rendimento de Reinserção Social, actuando, entre outros serviços, a limpezas de matas e domésticas, jardinagem, lavandaria, venda de lenhas, promovendo, assim, a integração no mercado de trabalho, ao mesmo tempo que é combatida a exclusão social.
No total, nas suas diversas valências, esta associação, fundada em 1987, dá apoio, neste momento, a 250 utentes, dos 0 ao 80 anos.
É o segundo empregador do concelho de Sabrosa, tendo nos seus quadros 80 funcionários.
José Manuel Cardoso |
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IN A Voz de
Trás-os-Montes,
25/09/2008 |
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24-09-2008 |
Politica |
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PSD de Alijó opõe-se aos "jobs for the boys" na Câmara |
Os vereadores do PSD de
Alijó questionaram a
transparência dos
concursos de admissão de
pessoal na Câmara
Municipal, neste mandato
autárquico. Na última
reunião de Câmara, a
vereação do PSD,
liderada por Miguel
Rodrigues, lançou
críticas à política de
recursos humanos da
actual maioria camarária
socialista, que acusou
de…
…não ser transparente e
de servir propósitos
eleitoralistas. Miguel
Rodrigues, Cristina
Felgueiras e Álvaro
Heleno consideraram que
basta analisar os
resultados dos concursos
de admissão de pessoal
realizados neste
mandato, para se
concluir que não houve
rigor nem transparência.
Estas considerações
foram feitas na
sequência de uma
proposta do Presidente
da Câmara, o socialista
Artur Cascarejo, de
aumentar o número de
divisões municipais, com
o consequente aumento do
mapa de pessoal da
autarquia e da sua
estrutura orgânica e que
contou com o voto contra
do PSD.
Segundo a vereação
social-democrata, o
Presidente da Câmara não
está interessado numa
melhoria do
funcionamento dos
serviços camarários, mas
apenas em gerir os
recursos humanos da
autarquia da forma que
eleitoralmente lhe for
mais conveniente.
A proposta de aumento de
divisões, para um total
de sete divisões
municipais, é excessiva,
injustificada e levará a
um forte aumento das
despesas correntes, que
uma Câmara falida como a
de Alijó não comporta.
Está por explicar em que
medida a criação de uma
estrutura mais pesada e
complexa implicaria uma
melhor funcionamento dos
serviços camarários.
Pelo contrário, no
entender do PSD, as
alterações propostas
pela maioria socialista
vão acarretar um
agravamento dos encargos
da autarquia, já de si
com uma situação
financeira de grande
debilidade.
Perante a falta de
explicações do
Presidente da Câmara,
não existe nenhum
fundamento válido para
esta alteração no mapa
de pessoal, excepto a
intenção camuflada de
servir propósitos
eleitoralistas, uma vez
que esta alteração
acontece a um ano das
eleições.
A vereação do PSD
apresentou, em
alternativa, uma
proposta de criação de
uma estrutura mais
simplificada, eficaz e
funcional, com apenas
quatro divisões
municipais, com a
novidade de criação de
uma divisão de
desenvolvimento
económico, incluindo os
serviços de apoio ao
turismo e
desenvolvimento local.
Comissão Política
Concelhia do PSD de
Alijó
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IN Notícias de
Vila Real,
24/09/2008 |
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24-09-2008 |
Melhoramentos / Alijó |
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Rua Dr. Bulas Cruz sofre requalificação urbanística |
Sendo uma ambição antiga
dos comerciantes e
moradores da Rua Dr.
Bulas Cruz, que viam o
acesso às suas casas
condicionados pelos
estacionamentos na faixa
de rodagem daquela
importante via, a Câmara
Municipal de Alijó
requalificou aquele
espaço com a construção
de um estacionamento.
Recorde-se que o
estacionamento agora em
fase de conclusão fica
situado junto ao
Pavilhão Desportivo
Municipal e
encontrava-se em
relativo estado de
desleixo. A
requalificação agora
executada permite também
aumentar a segurança da
Escola do 1º Ciclo de
Ensino Básico de Alijó,
ao não permitir a
entrada pela rede que se
encontrava
invariavelmente
estragada apesar das
sucessivas substituições
por parte da autarquia.
Este investimento que
irá revitalizar uma zona
nobre da vila,
aumentando o número de
lugares de
estacionamentos daquela
via, com a construçao de
um muro em betão armado
para suporte,
pavimentação em cubo e
iluminação, ficando a
obra orçada em cerca de
200 mil euros.
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IN Espigueiro,
24/09/2008 |
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24-09-2008 |
Politica |
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Executivo socialista propõe baixa de Impostos no Município |
A fixação de taxa de
derrama para o ano de
2008, bem como a fixação
das taxas a aplicar
sobre o Imposto
Municipal sobre Imóveis
(IMI) em 2009, foram
debatidas e votadas na
última reunião de
Câmara, tendo ambas as
propostas sido aprovadas
por maioria, pelo
executivo eleito pelo
Partido Socialista.
No primeiro caso foi
aprovado aplicar uma
taxa de 1,0%, enquanto
que para o IMI foi
aprovado aplicar para os
prédios urbanos 0,6% e
para os prédios urbanos
avaliados nos termos do
CIMI 0,3%. Contudo, e
tendo em atenção os
avultados investimentos
que se estão a realizar
no município, não pôde o
executivo liderado por
Artur Cascarejo deixar
de instituir a taxa de
derrama, nem baixar
ainda mais as taxas de
IMI, pois acredita que
os alijoenses preferem
ajudar no investimento
que se tem realizado no
concelho.
Não é demais relembrar
grandes obras que este
executivo tem garantido,
como o novo Centro de
Saúde, remodelação do
Estádio Municipal Eng.º
Delfim Magalhães,
Pousada da Juventude,
Variantes em Alijó e em
Favaios, Aldeia
Vinhateira de Favaios,
ETAR's em praticamente
todas as freguesias do
Concelho, obras nas
escolas Básicas do 1º
Ciclo de Ensino, isto só
para enumerar algumas
das mais importantes.
O vasto programa de
investimentos a executar
em 2009 pela Câmara
Municipal de Alijó, bem
como a conclusão de
algumas obras que irão
transitar deste ano,
destinam-se a promover o
progresso e o
desenvolvimento do
Município nas áreas da
educação, cultura,
higiene e limpeza,
saúde, meio ambiente,
rede viária (estradas,
caminhos, arruamentos),
saneamento, etc., de
forma a dar satisfação
aos anseios e
necessidades das
populações.
Sabendo que as receitas
de um município do
interior como Alijó são
limitadas em relação ao
que seria necessário
para acorrer a todas as
solicitações dos
munícipes e das Juntas
de Freguesia, a Câmara
Municipal de Alijó tem
de aproveitar a
generalidade dos
rendimentos que a Lei
coloca à sua disposição,
sob pena de não
conseguir cumprir os
seus planos de
actividades.
A política seguida pelo
executivo socialista
continua a ter em
especial atenção as
pessoas de menores
rendimentos, em
particular os idosos, e
a defesa do património
tradicional, prevendo
para estes casos
investimentos essenciais
à manutenção da
qualidade de vida dos
alijoenses que se
pretende seja cada vez
melhor.
A Câmara Municipal de
Alijó com o recurso à
fixação destas taxas,
pretende recorrer a
meios de financiamento
que legalmente estejam
ao seu dispor nesta fase
de grande esforço
financeiro, apesar da
sucessiva diminuição do
peso dos impostos nas
receitas, alias, é esta
forma de actuação que
defende a Associação
Nacional de Municípios
Portugueses.
Ao contrário do
defendido pelo PSD de
Alijó, sem usar a
demagogia que o
caracteriza, votando em
anos anteriores contra
as taxas impostas,
continuam a votar contra
a descida das mesmas. O
Executivo Socialista
sabe que está a
trabalhar de forma
segura para ter um
concelho sustentável e
justo, com todas as
infra-estruturas para
elevar a qualidade de
vida dos seus munícipes.
Todas as taxas aprovadas
nesta reunião de Câmara
deverão agora seguir
para a Assembleia
Municipal para serem
rectificadas de acordo
com a lei em vigor.
A Comissão política
Concelhia do Partido
Socialista de Alijó
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IN Notícias de
Vila Real,
24/09/2008 |
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21-09-2008 |
Agricultura |
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Candidaturas para reconversão da Vinha abrem em Outubro |
Jaime Silva visitou o Douro, numa altura em que se inicia a azáfama das vindimas na mais antiga região demarcada do mundo.
"Queremos sobretudo concentrar o dinheiro na reestruturação, ou seja apostar em vinhas de qualidade para termos vinhos de excelência, e na promoção para valorizar esses nossos vinhos nos mercados internacionais", afirmou o ministro no decorrer de uma visita à Quinta das Carvalhas, na zona do Pinhão, pertencente à Real Companhia Velha (RCV).
De acordo com o ministro, as candidaturas para a reconversão das vinhas decorrerão nos próximos cinco anos.
Jaime Silva adiantou ainda que uma das novidades é a possibilidade de os pequenos viticultores se unirem para poderem apresentar candidaturas conjuntas e aumentar as ajudas.
"Reconverter meio hectare é muito caro para a rentabilidade que se vai tirar. Por isso, se houver reconversões colectivas de pequenos viticultores as ajudas serão melhores", frisou.
O objectivo será reunir, entre os pequenos agricultores, áreas de seis a sete hectares de vinha de forma a poderem ser majoradas as ajudas à reconversão.
Recordou que, na negociação sobre o vinho na União Europeia foi conseguido um envelope financeiro de 71 milhões de euros por ano para a vinha, 79 por cento dos quais se destinam a investir na modernização da produção e plantação de vinhas com castas de qualidade.
Jaime Silva referiu ainda que o Douro não apresentou "qualquer candidatura" para o programa de arranque de vinhas, sendo que em todo o país o total de candidaturas apresentadas corresponde a 5.100 hectares.
"É um bom sinal. É um sinal de que as pessoas sentem que as suas uvas estão a ser valorizadas", afirmou.
O ministro aproveitou para, mais uma vez, apelar à fusão e modernização das adegas cooperativas, relembrando os 10 por cento de majoração para os investimentos dessas estruturas, que foram negociados com Bruxelas.
"Estamos a dar uma discriminação positiva às adegas para os próximos dois a três anos", salientou.
Nesta visita pelo Douro, o ministro passou ainda pelas Caves Santa Marta, em Santa Marta de Penaguião, que este ano celebram 38 anos da primeira fusão entre cooperativas vinícolas, em Portugal.
Aquela que já foi uma das maiores empresas agro-industriais do país está a atravessar por algumas dificuldades financeiros que correspondem, segundo o governante, ao Douro que "ainda coloca algumas preocupações".
"Muitas das adegas têm uma situação financeira difícil, começaram a prorrogar os prazos para pagamento das uvas aos viticultores e nós não podemos deixar que esta situação se arraste. Temos que provocar aqui um sobressalto", sublinhou.
Mas hoje Jaime Silva fez também questão de visitar o "outro Douro".
"Vejo investimentos, novas quintas, novas áreas de plantação, vejo a replantação dos socalcos e a modernização das adegas", afirmou.
Um dos exemplos de investimento e modernização é dado pela RCV que recentemente adquiriu a Quinta de Ventozelo, uma das maiores e mais antigas quintas do Douro, que faz fronteira com a Quinta das Carvalhas, já propriedade da empresa portuguesa.
A junção das duas quintas deu origem à maior propriedade no Douro.
O presidente da RCV, Pedro Silva Reis, disse que esta aquisição representou um crescimento de quase 50 por cento da área de vinho.
A empresa passou a ter 735 hectares de vinha em produção no Douro e estima, neste vindima, ter uma produção na ordem das seis a sete mil pipas.
Apesar dos 252 anos da RCV, Pedro Silva Reis diz que a empresa se quer "manter jovem, usando tecnologia de ponta na vinha e uma enologia moderna".
"Já começámos a vindima. Os mostos apresentam-se muito bem, com bons índices de maturação. Agora só estamos a rezar para que não chova para a semana como diz a meteorologia", salientou o responsável.
Jaime Silva sublinhou também a qualidade dos vinhos prevista para este ano e referiu que a quebra de produção no Douro não vai ser tão grande quanto de estimava.
Segundo dos dados da Associação do Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), para este ano, a expectativa de produção era de cerca de 211 mil pipas de vinho, num intervalo de 186 a 235 mil pipas.
As previsões apontavam para uma quebra, em relação à estimativa apresentada em 2007, na ordem dos 13 por cento.
As previsões da ADVID foram divulgadas em Julho e efectuados com base no modelo de pólen, recolhido entre Maio e Junho nas três sub regiões do Douro, nomeadamente o Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.
"Há alguma quebra mas não tanto como se anunciava e há sobretudo uma excelentíssima qualidade este ano", concluiu o ministro da Agricultura.
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IN LUSA,
21/09/2008 |
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21-09-2008 |
Turismo | Vindimas |
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Dinamarqueses pisam vinho em Favaios |
Eram meia centena de dinamarqueses e meia dúzia de portugueses. Vindimaram na Quinta da Avessada, em Favaios, Alijó. No lagar, cantaram, dançaram e pisaram. Os bagos de moscatel branco não resistiram a libertar o mosto.
Arribaram de autocarro já o Sol se despedia, oriundos do hotel Solar dos Canavarros, em Sabrosa. "Este é o segundo grupo que vem da Dinamarca, este ano. Já estão marcados mais quatro para 2009", anunciou Carlos Vasconcelos, director daquela unidade.
O "Douro Wine Museum", a dois passos de Favaios, esperava-os. Mulheres e homens, a maioria com ares de quem já entrou na reforma. Tímidos ao princípio, ganharam ânimo de tesoura numa mão, balde na outra, vinha fora, cortando um cacho aqui, outro ali. Bom de ver que era vindima para turista experimentar. Uma merenda servida no corpo principal do Museu afagou os estômagos escandinavos. Aprovaram os vinhos rosé e branco. E muito, a julgar pela correria para o lagar quando dali veio uma voz a pedir ajuda. A timidez inicial esfumara-se.
O lagar, meio de uvas, acolheu tantos pés quantos ali cabiam. E foi um ar que lhes deu, às uvas, tanto ali correram e dançaram ao som da concertina que marcava o ritmo. Ainda nem dez minutos decorridos e o pisar deu lugar ao chapinhar.
Os que pronunciavam algum inglês soltavam "fantastic", pela lagarada, bem como pela paisagem do Douro vinhateiro. August Stahl resumia que "o Norte de Portugal é bem mais interessante que o Sul". A lisboeta Carminda Ribeiro foi pela primeira vez à região e, não obstante as curvas, "valeu a pena". "Portugal é muito lindo. Não compreendo como há pessoas a viajar pelo mundo sem conhecer a riqueza do Douro".
Não haverá surpresa se voltarem. "Desde Fevereiro já recebemos 1500 pessoas neste espaço e ainda nem foi inaugurado", sorriu Luís Barros.
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IN JN,
21/09/2008 |
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18-09-2008 |
Morte anunciada.... |
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Escola
encerra definitivamente no final deste ano lectivo |
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Nesta
semana
em que
se
inicia
mais um
ano
lectivo,
o PSD de
Alijó
reafirma
a sua
frontal
discordância
face à
política
educativa
que vem
sendo
seguida
e que
tem
consistido
no fecho
indiscriminado
de
escolas
um pouco
por todo
o
concelho.
Este
fecho de
escolas
deve-se,
directamente,
ao
executivo
camarário
liderado
por
Artur
Cascarejo
e a sua
maioria
socialista,
responsáveis
pela
aprovação
da Carta
Educativa
Municipal
que
defende
o
encerramento
de todas
estas
escolas,
sem que
as
respectivas
populações
tenham
sequer
sido
ouvidas.
Só neste
mandato,
iniciado
no final
de 2005,
sendo
Presidente
da
Câmara
Artur
Cascarejo,
já
encerraram
no
concelho
de
Alijó,
dezoito
escolas!
Foram
elas as
escolas
EB 1 de
Presandães,
Cabeda,
Safres,
Sanradela,
Carvalho,
Chã,
Vila
Chã,
Cheires,
Cotas,
Pópulo,
Vale de
Agodim,
Vale de
Cunho,
Vale de
Mendiz,
Vilarinho
de
Cotas,
Pinhão,
Carlão,
Santa
Eugénia
e
Ribalonga.
Ainda
por
cima,
muitas
dessas
escolas,
receberam
recentemente
obras de
beneficiação,
para
depois
fecharem
as suas
portas,
o que
não se
compreende.
No caso
concreto
do
concelho
de
Alijó,
não se
trata de
fechar
escolas
com 1 ou
2
alunos,
mas sim
escolas
que, em
alguns
casos,
têm mais
de 20
alunos e
representam
um sinal
de
vitalidade
das
respectivas
localidades.
E de
acordo
com a
Carta
Educativa
aprovada
pelo
partido
socialista
de
Alijó,
os
fechos
de
escolas
não
ficarão
por
aqui.
Aliás,
este
será o
último
ano
lectivo
para as
escolas
de São
Mamede
de
Ribatua,
Castedo
e Vila
Verde,
com
fecho
previsto
para
2009. O
que
também
não se
compreende
é a
actuação
dos
Presidentes
de Junta
eleitos
pelo
partido
socialista
e que
votaram
a favor
dessa
mesma
Carta
Educativa
e,
assim, a
favor do
fecho
das
escolas,
quando
foram
eleitos
para
defender
os
interesses
das suas
freguesias
e das
suas
populações.
Atitude
diferente
tiveram
os
Vereadores,
Deputados
Municipais
e
Presidentes
de Junta
de
Freguesia
eleitos
pelo
PSD, que
sempre
foram
contra o
fecho
das
escolas.
O fecho
de uma
escola,
nas
condições
em que
muitas
têm
encerrado
no
concelho
de
Alijó,
mais não
é do que
uma
sentença
de morte
lenta a
que se
condenam
muitas
localidades
e o
desenraizamento
das
crianças
em tenra
idade do
seu meio
social e
familiar,
deixando
de fazer
parte da
vida
activa
das suas
aldeias.
De
referir
ainda
que
muitas
escolas
foram
fechadas,
com a
contrapartida
de
melhores
condições
para os
alunos,
o que
não tem
acontecido.
Veja-se
o caso
do
Centro
Escolar
de Alijó
– o
único no
concelho
que vai
beneficiar
de
fundos
comunitários
– e cuja
construção
nem
sequer
começou,
nem
deverá
começar
tão
cedo,
com
todos os
atrasos
que este
projecto
tem
registado.
O PSD
continuará
contra
uma
política
educativa
movida
mais por
critérios
economicistas
do que
pedagógicos,
em
prejuízo
das
populações
e dos
alunos.
PSD
ALIJÓ
IN
Notícias
de Vila
Real,
17/09/2008 |
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17-09-2008 |
Estrutura única na Península
Ibérica |
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Enoteca
interactiva em Favaios |
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A
primeira enoteca
interactiva da Península
Ibérica, que está
instalada no concelho de
Alijó, no Douro, vai
mostrar os processos e
tradições da produção de
vinho na mais antiga
região demarcada do
mundo.
"Através do estímulo dos
sentidos, pretendemos
dar a conhecer a quem
nos visita o modo de
vida das nossas gentes",
afirmou Luís Barros. O
proprietário da enoteca
aproveitou um armazém
secular de construção
tradicional duriense,
instalado na Quinta da
Avessada, em Favaios e
requalificou e
transformou-o na
“Enoteca Douro”, que
será inaugurada
brevemente.
O investimento rondou
1,5 milhões de euros,
com co-financiamento do
programa comunitário
Leader. Foi criado
naquele espaço "um
percurso lúdico,
dinâmico e interactivo,
de modo a retratar de
uma forma única, a
história, modo de vida,
usos e costumes do
Douro”.
Na enoteca vão ser
apresentadas, "de forma
muito viva"
representações
etnográficas referentes
aos processos
vitivinícolas, e
memórias fotográficas
que ilustram as
diferentes épocas
relacionadas com o vinho
e vinhas durienses.
A "viagem" recorre a
robôs e manequins, que
simulam, por exemplo, a
pisa tradicional das
uvas, a par de
informação em plasmas e
"touch-screens" sobre
todos os vinhos expostos
na enoteca, em
interactividade com o
enólogo responsável pelo
seu fabrico.
O percurso começa pelos
vinhedos e espaços
exteriores, com
explicação das
diferentes castas do
Douro e dos trabalhos
agrícolas ao ar livre,
segue-se a sala dos
lagares, onde o cheiro a
mosto se mistura com os
cantares típicos e a
projecção de filmes.
Finalmente, visita-se a
sala de envelhecimento e
provas documentadas com
acesso a bases de dados
dos produtores e os
vinhos onde se segue a
degustação de uma
criteriosa selecção dos
néctares produzidos.
A enoteca ainda não foi
oficialmente inaugurada,
mas já foi visitada por
centenas de pessoas.
Hoje inicia-se a época
de vindimas com a
tradicional lagarada e
jantar típico duriense.
Os visitantes irão
participar no corte das
uvas e na própria
lagarada, sempre ao som
da concertina.
IN LUSA,
17/09/2008 |
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17-09-2008 |
Complexo desportivo Municipal |
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Ministro da
Presidência na Inauguração do novo Estádio |
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Pedro
Silva
Pereira,
Ministro
da
Presidência,
inaugurou
no
passado
domingo,
dia 14,
o
renovado
Estádio
Municipal
Delfim
Magalhães,
em
Alijó.
Este
complexo
desportivo
representa
um
investimento
de cerca
de 1,5
milhões
de euros
e
permite
receber
cerca de
2000
espectadores.
“Estou
muito
satisfeito
por ver
a
qualidade
da obra,
acho que
está em
condições
de
prestar
um bom
serviço”,
afirmou
o
representante
do
governo.
O novo
estádio
de Alijó
possui
um piso
em relva
sintética,
cumpre
todas as
normas
de
segurança
para
receber
jogos
internacionais
e está
apto
para
receber
deficientes
motores,
uma vez
que não
apresenta
barreiras
à sua
mobilidade.
Segundo
o
ministro,
esta
infra-estrutura
possibilita
aos
habitantes
da
região
melhores
condições
de vida
porque o
equipamento
“não
está
apenas
ao
serviço
da
prática
do
futebol
federado,
de
competição,
mas pode
ser
colocado
ao
serviço
da
generalização
da
prática
desportiva,
articulando
com o
desporto
escolar”.
O
governante
deixou
ainda a
nota de
que, no
presente,
“mais de
90 por
cento
das
escolas
do
primeiro
ciclo do
ensino
básico
do país
têm já
desporto
escolar”.
Pedro
Silva
Pereira
deixou
clara a
intenção
do
governo
socialista,
explicando
que o
desejo
passa
por
cobrir a
totalidade
do
território
com este
tipo de
equipamentos.
“O nosso
objectivo
é que
não
exista
nenhum
concelho
no país
que não
tenha
pelo
menos um
campo
relvado”,
realçou.
O
ministro
destacou
ainda a
preocupação
do
executivo
em
melhorar
as
infra-estruturas
desportivas
em todo
o país,
dando
também
atenção
às
problemáticas
do
interior.
Artur
Cascarejo,
presidente
da
autarquia,
referiu-se
exactamente
ao peso
da
interioridade
para
explicar
o tempo
que este
equipamento
demorou
a ser
inaugurado.
“Sabemos
que aqui
no
interior,
tudo o
que
fazemos
tem que
ser
feito
com
muita
persistência,
muita
luta e
muita
determinação,
mas nós
preferimos
que
demorasse,
mas que
pudéssemos
fazer
esta
intervenção
de
fundo,
do que
fazer
uma
coisa
sem
qualidade
que
seria
mais um
remendo.”
O
autarca
alijoense
explicou
ainda
que esta
obra se
justifica
porque
“Alijó
também
deu
provas
no
passado,
desde os
infantis
aos
seniores,
de ter
gente
capaz e
com
aproveitamento
desportivo”.
IN
Mensageiro
Notícias,
17/09/2008
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11-09-2008 |
Imóveis Municipais |
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PSD
envia regulamento municipal ao Ministério Público |
|
O
PSD de Alijó, através da
sua Vereação, liderada
por Miguel Rodrigues,
remeteu para o
Ministério Público um
projecto de regulamento
municipal, apresentado
pelo Presidente da
Câmara e aprovado pela
maioria socialista na
Câmara Municipal no
passado mês de Julho.
O regulamento agora
aprovado, regula as
condições em que os
imóveis propriedade da
Câmara Municipal podem
ser vendidos ou cedidos
a terceiros, prevendo
que a Câmara Municipal,
sem qualquer controlo
externo e sem
necessidade de concurso
público, possa ceder
prédios camarários a
particulares, mediante
as condições definidas
pela própria Câmara.
Na prática e como o PS
tem maioria na Câmara
Municipal, este
regulamento permite que
os socialistas ofereçam
prédios camarários a
quem quiserem e nas
condições que
entenderem, sem qualquer
controlo externo, o que
poderá dar origem a todo
o tipo de negociatas,
ainda por cima atendendo
à proximidade de
eleições.
Para o PSD de Alijó,
este regulamento levanta
muitas dúvidas quanto à
sua legalidade em alguns
aspectos essenciais,
pois viola directamente
a lei que regula a
competência dos
municípios, para além de
não respeitar alguns dos
mais elementares
princípios que regem a
actividade autárquica.
Para a oposição
social-democrata, este
regulamento é um
autêntico “cheque em
branco” entregue ao
Presidente da Câmara, o
socialista Artur
Cascarejo para, como e
quando entender, poder
delapidar o património
municipal, cedendo os
prédios propriedade da
Câmara a quem quiser,
por acordo directo, sem
concurso público
obrigatório e sem
qualquer controlo, o que
é ilegal e pode
prejudicar gravemente o
interesse público.
Acresce ainda que o
Presidente da Câmara
recusa que as decisões
de cedência de imóveis,
assim tomadas, sejam
depois ratificadas pela
Assembleia Municipal, o
que para o PSD é
inaceitável, tanto mais
que a lei obriga, em
muitos destes casos, à
autorização pela
Assembleia Municipal.
O PSD de Alijó exige que
as cedências de prédios
camarários sejam feitas
com rigor e
transparência. Mas essa
não parece ser a
preocupação do actual
Presidente da Câmara que
apresenta uma proposta
de regulamento municipal
que não é mais do que um
embuste. Artur Cascarejo
continua sem explicar
qual a razão pela qual
não aceita o concurso
público obrigatório, por
regra, bem como porque
recusa o controlo pela
Assembleia Municipal,
querendo ter “mãos
livres” para fazer o que
quiser nesta matéria.
Todas estas observações
foram feitas pela
Vereação do PSD em
reunião de Câmara, mas
ignoradas pela maioria
socialista que votou
favoravelmente este
regulamento.
Uma vez que o Presidente
da Câmara,
irresponsavelmente, não
se preocupa em
esclarecer as dúvidas
que este regulamento
levanta, o PSD de Alijó,
através da sua Vereação
e na defesa das
populações do concelho
de Alijó e do património
imobiliário do
Município, decidiu
encaminhar esta semana o
documento para o
Ministério Público, de
modo a que as
autoridades competentes
o possam analisar.
O PSD de Alijó aguarda
agora, com serenidade,
as conclusões que as
autoridades judiciárias
vierem a tomar,
confiando nas suas
decisões e
respeitando-as.
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11-09-2008 |
Desporto |
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Inauguração
do Estádio Municipal |
O ministro da
Presidência, Pedro Silva Pereira, inaugura o Estádio Municipal
Delfim Magalhães de Alijó no domingo, num investimento de cerca de
um milhão e 350 mil euros.
O novo espaço possui com relva sintética e cumpre todas as normas de
segurança para receber jogos internacionais, que podem ir desde o
futebol de onze, futebol de sete ou râguebi.
As bancadas possuem capacidade para receber cerca de duas mil
pessoas.
O relvado, infra-estruturas e a iluminação custaram um milhão e 200
mil euros, com apoio comunitário, e as bancadas, que custaram 150
mil euros, foram pagas pela autarquia.
De referir que dentro da politica
de apoio ao Desporto, a Câmara Municipal de Alijó, patrocinou o estágio
realizado pela equipa de futsal AAUTAD-realfut, na Vila de Alijó
durante 15 dias. Não são no entanto conhecidos, os contornos deste
apoio.
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05-09-2008 |
Linha do Tua |
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Comunicações de Rádio já são uma realidade |
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Desde a
semana passada, o vale do Tua passa a ter uma melhoria significativa nas
comunicações, em virtude da instalação de um repetidor de sinal rádio,
instalado no alto de Freixo, no concelho de Alijó. Este equipamento
permite que as operações sejam facilitadas em casos de sinistro na linha
férrea e até no próprio rio Tua. O equipamento foi instalado pelo
Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil numa torre supostamente
abandonada no monte do Freixo e que era propriedade da Rádio Capital.
O vice-presidente da Câmara
de Alijó e responsável municipal da Protecção Civil, Adérito Figueira,
justifica o repetidor rádio com a "ausência de qualquer sinal deste meio
de comunicação abaixo dos 800 metros de altitude". Mesmo assim, as
dificuldades na comunicação via telemóvel, principalmente entre o troço
de Brunheda e o Tua, continuam a ser praticamente impossíveis, mas tal
situação só pode ser resolvida com investimento das operadoras. Quer
isto dizer que se o repetidor tivesse sido instalado há mais de ano e
meio, teria havido a possibilidade de envolver os meios necessários e
não os que se achava que deveriam ir para o local, em todos os acidentes
registados na linha do Tua desde Fevereiro de 2007. De resto, em todos
eles houve.
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22-08-2008 |
Linha do Tua |
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Um Morto e 47 feridos em mais um descarrilamento |
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A Linha
do Tua foi durante a
manhã do dia 22 de
Agosto, palco de mais um
descarrilamento.
Inicialmente foi
aventada a possibilidade
de o descarrilamento ter
sido provocado por uma
explosão no eixo da
frente da carruagem, que
teria projectado a
composição para fora da
linha. No entanto, essa
explicação já descartada
pelos peritos da CP.
Contactado pela RTP, o
porta-voz da CP, Carlos
Madeira, referiu que
viajavam na automotora
ligeira meia centena de
passageiros e que o
descarrilamento
aconteceu entre as
estações de Brunheda e
Tralhão, no sentido do
Tua, cerca das 11h00. A
composição havia saído
de Mirandela às 9h37.
O comboio ligeiro tombou
para a encosta, ou seja,
para o lado contrário do
rio Tua.
Depois de ter tomado
nota dos resultados das
primeiras investigações
realizadas no local, a
secretária de Estado dos
Transportes assegurou
que, por ora, não há
quaisquer indícios que
apontem para a
ocorrência de uma
explosão.
Por sua vez, o
presidente da CP,
Cardoso dos Reis,
sublinhou que a
composição acidentada
foi esta semana objecto
de uma vistoria, pelo
que não há indicações de
que o acidente tenha
sido provocado por
anomalias mecânicas.
Vítimas
O acidente provocou a
morte a uma mulher de 47
anos e deixou feridas
outras 37 pessoas. A
maioria já teve alta,
mas ainda há duas
pessoas em estado grave.
Para o Hospital de Vila
Real foram levadas
outras 13 pessoas com
ferimentos, tendo os
restantes oito feridos -
nenhum deles grave -
recebido assistência nas
unidades de Bragança e
de Mirandela do Centro
Hospitalar do Nordeste.
De acordo com o director
clínico do Centro
Hospitalar, Manuel
Sampaio da Veiga, para
Bragança foram
transportados quatro
feridos, tendo já
recebido alta, e outros
quatro conduzidos para
Mirandela, onde apenas
permanecem dois deles,
uma mulher que está em
observação mas sem
inspirar cuidados
especiais e uma criança
que teve de receber
cuidados no bloco
operatório.
Manuel Sampaio da Veiga
sublinhou que entre as
pessoas recebidas no
Centro Hospitalar do
Nordeste a nota de maior
registo é o estado
psicológico em que se
encontram após o trauma
do acidente.
Uma morte confirmada
Depois de indicações que
davam como certas duas
mortes no
descarrilamento da
composição, ao início da
tarde as notícias foram
desmentidas quer pela CP
quer pelo Hospital de
Vila Real, apenas se
confirmando a morte de
uma passageira.
"Felizmente, não se
confirma qualquer morte
neste hospital", afirmou
o administrador da
unidade de saúde, Carlos
Vaz.
Segundo o Governador
Civil de Bragança - que
inicialmente avançou com
a notícia de duas mortes
- a passageira de 47
anos que viria a falecer
ficou presa debaixo da
carruagem tombada.
Para o local, a cerca de
um quilómetro da estação
de Brunheda, próximo de
Carrazeda de Ansiães,
deslocaram-se nove
corporações de bombeiros
dos distritos de
Bragança e Vila Real e
dois helicópteros, um da
Protecção Civil e outro
do INEM.
Integraram ainda o
dispositivo de socorro
49 homens e 19 viaturas,
equipas da Brigada
Florestal e GNR, duas
Viaturas Médicas de
Emergência (VMER) e
cinco de Suporte Básico
de Vida (SIV). Uma
psicóloga seguiu
igualmente para o local.
Este é já o quarto
acidente no último ano e
meio.
Governo acompanha
acidente
Em Lisboa, o ministro
das Obras Públicas,
Transportes e
Comunicações, Mário
Lino, esteve igualmente
a seguir a situação,
mantendo um contacto
permanente com o Governo
Civil, o presidente da
Câmara de Mirandela e as
administrações da CP e
da Refer.
Para o local foi chamado
o Núcleo de Investigação
Criminal da GNR para
investigar as
circunstâncias do
acidente.
De acordo com o
governador civil de
Bragança, Jorge Gomes, o
acidente não provocou
danos nos carris, apesar
de ter originado a
destruição das traves de
madeira entre eles.
Entretanto, o
ministro Mário Lino
determinou a abertura de
um inquérito preliminar
ao acidente e espera ter
as primeiras respostas
já na terça-feira.
"O relatório final
deverá ser entregue um
mês depois do
preliminar. Para já,
desconhecem-se as razões
que provocaram o
acidente desta manhã",
afirmou o governante aos
jornalistas durante a
conferência de imprensa
realizada esta tarde.
Sublinhando que "todos
os meses a Linha do Tua
é vistoriada a pé" e que
"todos os dias passa uma
pequena locomotiva que
inspecciona a Linha",
Mário Lino não descartou
a hipótese de a via vir
a revelar-se insegura, o
que determinaria o seu
fim.
"O encerramento
definitivo é uma
hipótese, se não houver
segurança na Linha",
afirmou o ministro.
Encerramento
provisório
Logo a meio da tarde, a
secretária de Estado dos
Transportes, Ana Paula
Vitorino, anunciava o
encerramento provisório
da Linha do Tua. A
decisão deverá manter-se
até que sejam apuradas
as causas do
descarrilamento da
composição do metro de
Mirandela.
Ana Paula Vitorino
afirmou que aguarda
"relatórios muito
aprofundados" por parte
da CP, da Refer e do
Instituto da Mobilidade
e Transportes
Terrestres.
"Sem condições não pode
ser autorizada a
reabertura da linha",
frisou a governante,
citada pela Agência
Lusa.
O troço do Metro de
Mirandela entre a cidade
e a estação do Cachão,
com perto de 15
quilómetros, vai
permanecer em
funcionamento.
A secretária de Estado
dos Transportes
salientou que a Refer
procede a trabalhos de
manutenção da Linha do
Tua a cada 15 dias. Os
resultados da mais
recente inspecção,
disse, indicavam que a
linha reunia condições
de utilização.
"Mas o que é facto é que
o acidente ocorreu. Por
isso vamos ver e
analisar seriamente o
que se passou", garantiu
Ana Paula Vitorino, que
acompanhou no local a
resposta ao acidente.

In RTP, 22/08/08
Adérito Figueiras diz
que problema advém da
falta de manutenção da
REFER
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=983203
In TSF, 22/08/08
Cronologia
dos
acidentes
com o
metro de
Mirandela
na Linha
do Tua:
22
Ago 2008
- Uma
composição
do metro
de
Mirandela
descarrilou
a um
quilómetro
da
estação
de
Brunheda,
concelho
de
Carrazeda
de
Ansiães.
6 Jun
2008
- Uma
carruagem
do metro
de
Mirandela
descarrilou
entre
Abrunheda
e o Tua,
a quatro
quilómetros
do final
da
viagem,
provocando
três
feridos
ligeiros.
10
Abr 2008
- Um
deslizamento
de
terras
ao
quilómetro
2,5 no
sentido
Tua/Mirandela
envolveu
uma
brevina
(veículo
de
segurança
para
serviço
na
linha),
provocando
três
feridos
ligeiros
e
interrompeu
a
circulação
na Linha
do Tua.
12
Fev 2007
- Uma
carruagem
do metro
de
Mirandela
descarrilou
por uma
ravina
de 60
metros
para o
rio,
matando
três
pessoas.
Este
acidente
obrigou
ao
encerramento
da linha
por
quase um
ano.
|
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25-07-2008 |
A Tentação de Santo
Antão |
|
Última
obra de António Cabral apresentada no Castedo |
|

Castedo do Douro recebeu
apresentação do último
livro de António Cabral.
“A Tentação de Santo
Antão” foi galardoado
com o prémio nacional de
poesia “Fernão de
Magalhães Gonçalves” e
foi apresentado no
Centro Cultural e
Recreativo daquela
localidade.
Era conhecido o amor que
António Cabral sentia
pela sua terra e pelas
suas gentes. Por esse
motivo, a editora
Tartaruga decidiu, com
total aprovação da
família e do Centro
Cultural e Recreativo de
Castedo do Douro,
apresentar esta obra
póstuma na terra que viu
nascer um dos maiores
poetas que cantou o
Douro. A apresentação da
obra esteve a cargo de
Maria da Assunção Morais
Monteiro, professora da
Universidade de
Trás-os-Montes e Alto
Douro.

A apresentação
iniciou com um pequeno
discurso (todo o discurso
mais abaixo) de Altino
Vasques, Presidente do
Centro Recreativo e
Cultural de Castedo do
Douro, que aproveitou para agradecer
o facto de, a
apresentação da obra de
António Cabral ter tido
lugar na sede da
Associação.
Mostrou-se ainda disponível,
para,
em conjunto com outras
entidades, organizarem
uma justa homenagem ao
poeta. De seguida tomou
a palavra a docente
Maria Assunção Monteiro,
que começou por
elogiar a genialidade
poética de António
Cabral, bem como a
rigorosa, subtil e
riqueza vocabular dos
seus textos. Continuou
afirmando, que como
homem duriense, ligado a
este espaço geográfico,
às suas gentes e
cultura, a apresentação
em Castedo do Douro teve
toda a lógica, estando
certa que contaria com a
aprovação do autor. A
docente fez referência à
mensagem que a esposa
dedicou no prefácio do
livro a António Cabral.
O tratamento carinhoso
com que este texto foi
escrito e a comparação
das filhas com a vinha,
são comparações
preciosas para o homem
duriense. Continuou,
afirmando que a obra de
António Cabral está
virada para a terra e
para o homem que a
cultiva, revelando os
problemas sociais do
Douro e que, de certa
forma, são universais. O
posfácio foi escrito
pelo amigo do autor,
Padre Manuel Alves, que
o próprio leu
visivelmente emocionado,
recordando a juventude
de ambos, os seus
estudos e as ideias que
defendiam.
Finalmente tomou a
| |