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Noticias  &  Actualidades

 

25-09-2008

Nova Infra-estrutura

APPACDM cria Lar Residencial para deficientes mentais, em Alijó

Em plena fase de crescimento, no desempenho importante de apoio à deficiência mental, a Associação de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Vila Real-Sabrosa, APPACDM, vai construir, em Alijó, um Lar Residencial para 25 utentes e uma Residência autónoma para cinco pacientes. O valor do projecto ronda os 700.000 euros e resulta de uma candidatura ao Programa de Alargamento de Equipamentos Sociais, PARES. A Câmara Municipal de Alijó colabora neste importante equipamento, disponibilizando um terreno e apoiando, tecnicamente, a elaboração do respectivo processo de candidatura
É uma boa nova, para o cidadão deficiente do distrito de Vila Real e, em particular, para os utentes do concelho de Alijó. A instituição está a equacionar, no futuro, a candidatura à Certificação de Qualidade dos serviços prestados aos seus utentes.
O Presidente da Câmara Municipal de Alijó, Artur Cascarejo, manifestou, ao Nosso Jornal, a sua satisfação, “por acolher tão necessário e importante equipamento social”.
“O nosso interesse surgiu após o lançamento de um desafio, feito pela instituição. Sabendo nós que dezenas de utentes são oriundas do concelho, o novo equipamento permitirá que as deslocações a Sabrosa acabem e os custos suportados por estas sejam para apoiar o novo empreendimento” - acrescentou.
O interesse da Câmara Municipal de Alijó, nesta primeira descentralização estrutural da APPACDM de Sabrosa, foi imediato. “Desde o primeiro momento que a autarquia se mostrou disposta a apoiar esta iniciativa da APPACDM. Para o efeito, prestou apoio técnico à elaboração da respectiva candidatura, bem como disponibilizou um terreno, à entrada da variante da vila, no Loteamento da Viuveira. O protocolo assinado atribui os direitos de superfície à APPACDM, durante 30 anos, desde que concretize o investimento previsto, o que, realmente, vai acontecer”.
Artur Cascarejo vê várias vantagens com a criação deste Lar Residencial: “Teremos um cuidado de maior proximidade e, ao mesmo tempo, dará origem a alguns postos de trabalho qualificado e sabe- -se quão importante é isto, em termos de Municípios do interior”.
Por sua vez, Luís Correia, Presidente Associação de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Sabrosa, APPACDM, adiantou-nos alguns pormenores sobre a iniciativa que surge numa tendência de crescimento da instituição:
“Estamos a preparar-nos para criar um Lar Residencial, na vila de Alijó. A Câmara doou um terreno, com cerca de 13.000 m2, no centro de Alijó, sendo que o Programa PARES financiará, em 75%, esta obra que orça em 700.000 Euros, ficando o resto a cargo da Associação, ou seja 25% deste valor.
Além do reconhecimento da necessidade deste tipo de equipamento, é uma mais-valia para a vila. Vai criar empregos, ajudando, desse modo, a fixar a população. A escolha de Alijó deveu-se, para além dos apoios prestados pela Câmara Municipal, ao facto de 30% das crianças utentes do centro pertencerem àquele concelho, pelo que fazia todo o sentido este escolha. Quero realçar a disponibilidade da Câmara Municipal, para com este nosso projecto”.
Este equipamento começará a ser construído até ao final deste ano. Os trabalhos deverão estar concluídos até meados de 2010. O Lar Residencial terá a capacidade para 25 adultos e a Residência Autónoma para 5.
Luís Correia, porém, já tem um outro desejo, para “complementar” o Lar Residencial e que passará, obrigatoriamente e em simultâneo, pela construção de um Centro Ocupacional. Este responsável adiantou, também, que a instituição pondera apresentar uma candidatura a um processo de Certificação de Qualidade de serviços.
“A APPACDM, com 20 anos de caminho percorrido, pretende continuar a crescer, não só nos serviços que presta, mas, de igual modo, na sua qualidade. Por isso, está neste momento a equacionar a possibilidade de iniciar o Processo de Certificação da Qualidade”.
A APPACDM de Vila Real-Sabrosa alarga também e pela primeira vez a sua rede de apoio a Agrupamentos Escolares da região.
“Ao fim de quatro anos, estamos já a apoiar o Agrupamento de Sabrosa, pela primeira vez, e começamos este ano lectivo com o alargamento do apoio aos Agrupamento Escolares. Isto foi aprovado com a Direcção Regional de Educação do Norte e abrange os Agrupamentos de Escolas de Alijó, de Lamego (freguesia da Sé), Diogo Cão de Vila Real e de Sabrosa, visando o apoio às crianças que tenham necessidades educativas especiais e que o Ministério da Educação entenda que precisem de beneficiar desse apoio. Ao todo, com esta acção, estamos a apoiar 122 crianças e jovens, entre os 6 e 18 anos. Todos estes apoios são muitos e variados. Vão desde a terapia da fala, à terapia ocupacional, à ocupação do tempo livre, entre outras.
“Tudo isto é dado em ambiente escolar e, no plano curricular do aluno, é concertado um horário, por forma a que possa ter o apoio especial de que necessita” - acrescentou Luís Correia que explicitou: “A ideia original é que as crianças, mesmo com necessidades educativas especiais, devem permanecer nas escolas, mas é certo que há crianças que, pelas suas dificuldades, não podem ser mantidas nesse contexto. Ainda este ano, chegaram a esta APPACDM, quatro novas crianças”.
Refira-se, ainda, que, por iniciativa da APPACDM, nasceu também em Sabrosa a SABROSEV, a primeira empresa de inserção que tem, no momento, 10 funcionários, tendo alguns deles deficiência mental, e outros, igualmente, a usufruir de Rendimento de Reinserção Social, actuando, entre outros serviços, a limpezas de matas e domésticas, jardinagem, lavandaria, venda de lenhas, promovendo, assim, a integração no mercado de trabalho, ao mesmo tempo que é combatida a exclusão social.
No total, nas suas diversas valências, esta associação, fundada em 1987, dá apoio, neste momento, a 250 utentes, dos 0 ao 80 anos.
É o segundo empregador do concelho de Sabrosa, tendo nos seus quadros 80 funcionários.


José Manuel Cardoso

 

IN  A Voz de Trás-os-Montes, 25/09/2008

 

 

24-09-2008

Politica

PSD de Alijó opõe-se aos "jobs for the boys" na Câmara


Os vereadores do PSD de Alijó questionaram a transparência dos concursos de admissão de pessoal na Câmara Municipal, neste mandato autárquico. Na última reunião de Câmara, a vereação do PSD, liderada por Miguel Rodrigues, lançou críticas à política de recursos humanos da actual maioria camarária socialista, que acusou de…
…não ser transparente e de servir propósitos eleitoralistas. Miguel Rodrigues, Cristina Felgueiras e Álvaro Heleno consideraram que basta analisar os resultados dos concursos de admissão de pessoal realizados neste mandato, para se concluir que não houve rigor nem transparência.

Estas considerações foram feitas na sequência de uma proposta do Presidente da Câmara, o socialista Artur Cascarejo, de aumentar o número de divisões municipais, com o consequente aumento do mapa de pessoal da autarquia e da sua estrutura orgânica e que contou com o voto contra do PSD.

Segundo a vereação social-democrata, o Presidente da Câmara não está interessado numa melhoria do funcionamento dos serviços camarários, mas apenas em gerir os recursos humanos da autarquia da forma que eleitoralmente lhe for mais conveniente.

A proposta de aumento de divisões, para um total de sete divisões municipais, é excessiva, injustificada e levará a um forte aumento das despesas correntes, que uma Câmara falida como a de Alijó não comporta. Está por explicar em que medida a criação de uma estrutura mais pesada e complexa implicaria uma melhor funcionamento dos serviços camarários.

Pelo contrário, no entender do PSD, as alterações propostas pela maioria socialista vão acarretar um agravamento dos encargos da autarquia, já de si com uma situação financeira de grande debilidade.
Perante a falta de explicações do Presidente da Câmara, não existe nenhum fundamento válido para esta alteração no mapa de pessoal, excepto a intenção camuflada de servir propósitos eleitoralistas, uma vez que esta alteração acontece a um ano das eleições.

A vereação do PSD apresentou, em alternativa, uma proposta de criação de uma estrutura mais simplificada, eficaz e funcional, com apenas quatro divisões municipais, com a novidade de criação de uma divisão de desenvolvimento económico, incluindo os serviços de apoio ao turismo e desenvolvimento local.

Comissão Política Concelhia do PSD de Alijó

 

IN  Notícias de Vila Real, 24/09/2008

 

 

 

 

24-09-2008

Melhoramentos / Alijó

Rua Dr. Bulas Cruz sofre requalificação urbanística

 

Sendo uma ambição antiga dos comerciantes e moradores da Rua Dr. Bulas Cruz, que viam o acesso às suas casas condicionados pelos estacionamentos na faixa de rodagem daquela importante via, a Câmara Municipal de Alijó requalificou aquele espaço com a construção de um estacionamento.
Recorde-se que o estacionamento agora em fase de conclusão fica situado junto ao Pavilhão Desportivo Municipal e encontrava-se em relativo estado de desleixo. A requalificação agora executada permite também aumentar a segurança da Escola do 1º Ciclo de Ensino Básico de Alijó, ao não permitir a entrada pela rede que se encontrava invariavelmente estragada apesar das sucessivas substituições por parte da autarquia.

Este investimento que irá revitalizar uma zona nobre da vila, aumentando o número de lugares de estacionamentos daquela via, com a construçao de um muro em betão armado para suporte, pavimentação em cubo e iluminação, ficando a obra orçada em cerca de 200 mil euros.

 

IN  Espigueiro, 24/09/2008

 

 

24-09-2008

Politica

Executivo socialista propõe baixa de Impostos no Município


A fixação de taxa de derrama para o ano de 2008, bem como a fixação das taxas a aplicar sobre o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em 2009, foram debatidas e votadas na última reunião de Câmara, tendo ambas as propostas sido aprovadas por maioria, pelo executivo eleito pelo Partido Socialista.
No primeiro caso foi aprovado aplicar uma taxa de 1,0%, enquanto que para o IMI foi aprovado aplicar para os prédios urbanos 0,6% e para os prédios urbanos avaliados nos termos do CIMI 0,3%. Contudo, e tendo em atenção os avultados investimentos que se estão a realizar no município, não pôde o executivo liderado por Artur Cascarejo deixar de instituir a taxa de derrama, nem baixar ainda mais as taxas de IMI, pois acredita que os alijoenses preferem ajudar no investimento que se tem realizado no concelho.

Não é demais relembrar grandes obras que este executivo tem garantido, como o novo Centro de Saúde, remodelação do Estádio Municipal Eng.º Delfim Magalhães, Pousada da Juventude, Variantes em Alijó e em Favaios, Aldeia Vinhateira de Favaios, ETAR's em praticamente todas as freguesias do Concelho, obras nas escolas Básicas do 1º Ciclo de Ensino, isto só para enumerar algumas das mais importantes.

O vasto programa de investimentos a executar em 2009 pela Câmara Municipal de Alijó, bem como a conclusão de algumas obras que irão transitar deste ano, destinam-se a promover o progresso e o desenvolvimento do Município nas áreas da educação, cultura, higiene e limpeza, saúde, meio ambiente, rede viária (estradas, caminhos, arruamentos), saneamento, etc., de forma a dar satisfação aos anseios e necessidades das populações.

Sabendo que as receitas de um município do interior como Alijó são limitadas em relação ao que seria necessário para acorrer a todas as solicitações dos munícipes e das Juntas de Freguesia, a Câmara Municipal de Alijó tem de aproveitar a generalidade dos rendimentos que a Lei coloca à sua disposição, sob pena de não conseguir cumprir os seus planos de actividades.

A política seguida pelo executivo socialista continua a ter em especial atenção as pessoas de menores rendimentos, em particular os idosos, e a defesa do património tradicional, prevendo para estes casos investimentos essenciais à manutenção da qualidade de vida dos alijoenses que se pretende seja cada vez melhor.

A Câmara Municipal de Alijó com o recurso à fixação destas taxas, pretende recorrer a meios de financiamento que legalmente estejam ao seu dispor nesta fase de grande esforço financeiro, apesar da sucessiva diminuição do peso dos impostos nas receitas, alias, é esta forma de actuação que defende a Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Ao contrário do defendido pelo PSD de Alijó, sem usar a demagogia que o caracteriza, votando em anos anteriores contra as taxas impostas, continuam a votar contra a descida das mesmas. O Executivo Socialista sabe que está a trabalhar de forma segura para ter um concelho sustentável e justo, com todas as infra-estruturas para elevar a qualidade de vida dos seus munícipes. Todas as taxas aprovadas nesta reunião de Câmara deverão agora seguir para a Assembleia Municipal para serem rectificadas de acordo com a lei em vigor.

A Comissão política Concelhia do Partido Socialista de Alijó

 

IN  Notícias de Vila Real, 24/09/2008

 

 

 

21-09-2008

Agricultura

Candidaturas para reconversão da Vinha abrem em Outubro

Foto da notícia 'Vinha: Candidaturas para reconversão abrem em Outubro - ministro da Agricultura'Jaime Silva visitou o Douro, numa altura em que se inicia a azáfama das vindimas na mais antiga região demarcada do mundo.

"Queremos sobretudo concentrar o dinheiro na reestruturação, ou seja apostar em vinhas de qualidade para termos vinhos de excelência, e na promoção para valorizar esses nossos vinhos nos mercados internacionais", afirmou o ministro no decorrer de uma visita à Quinta das Carvalhas, na zona do Pinhão, pertencente à Real Companhia Velha (RCV).
De acordo com o ministro, as candidaturas para a reconversão das vinhas decorrerão nos próximos cinco anos.

Jaime Silva adiantou ainda que uma das novidades é a possibilidade de os pequenos viticultores se unirem para poderem apresentar candidaturas conjuntas e aumentar as ajudas.

"Reconverter meio hectare é muito caro para a rentabilidade que se vai tirar. Por isso, se houver reconversões colectivas de pequenos viticultores as ajudas serão melhores", frisou.

O objectivo será reunir, entre os pequenos agricultores, áreas de seis a sete hectares de vinha de forma a poderem ser majoradas as ajudas à reconversão.

Recordou que, na negociação sobre o vinho na União Europeia foi conseguido um envelope financeiro de 71 milhões de euros por ano para a vinha, 79 por cento dos quais se destinam a investir na modernização da produção e plantação de vinhas com castas de qualidade.

Jaime Silva referiu ainda que o Douro não apresentou "qualquer candidatura" para o programa de arranque de vinhas, sendo que em todo o país o total de candidaturas apresentadas corresponde a 5.100 hectares.
"É um bom sinal. É um sinal de que as pessoas sentem que as suas uvas estão a ser valorizadas", afirmou.

O ministro aproveitou para, mais uma vez, apelar à fusão e modernização das adegas cooperativas, relembrando os 10 por cento de majoração para os investimentos dessas estruturas, que foram negociados com Bruxelas.

"Estamos a dar uma discriminação positiva às adegas para os próximos dois a três anos", salientou.

Nesta visita pelo Douro, o ministro passou ainda pelas Caves Santa Marta, em Santa Marta de Penaguião, que este ano celebram 38 anos da primeira fusão entre cooperativas vinícolas, em Portugal.

Aquela que já foi uma das maiores empresas agro-industriais do país está a atravessar por algumas dificuldades financeiros que correspondem, segundo o governante, ao Douro que "ainda coloca algumas preocupações".
"Muitas das adegas têm uma situação financeira difícil, começaram a prorrogar os prazos para pagamento das uvas aos viticultores e nós não podemos deixar que esta situação se arraste. Temos que provocar aqui um sobressalto", sublinhou.
Mas hoje Jaime Silva fez também questão de visitar o "outro Douro".

"Vejo investimentos, novas quintas, novas áreas de plantação, vejo a replantação dos socalcos e a modernização das adegas", afirmou.

Um dos exemplos de investimento e modernização é dado pela RCV que recentemente adquiriu a Quinta de Ventozelo, uma das maiores e mais antigas quintas do Douro, que faz fronteira com a Quinta das Carvalhas, já propriedade da empresa portuguesa.

A junção das duas quintas deu origem à maior propriedade no Douro.
O presidente da RCV, Pedro Silva Reis, disse que esta aquisição representou um crescimento de quase 50 por cento da área de vinho.
A empresa passou a ter 735 hectares de vinha em produção no Douro e estima, neste vindima, ter uma produção na ordem das seis a sete mil pipas.

Apesar dos 252 anos da RCV, Pedro Silva Reis diz que a empresa se quer "manter jovem, usando tecnologia de ponta na vinha e uma enologia moderna".

"Já começámos a vindima. Os mostos apresentam-se muito bem, com bons índices de maturação. Agora só estamos a rezar para que não chova para a semana como diz a meteorologia", salientou o responsável.

Jaime Silva sublinhou também a qualidade dos vinhos prevista para este ano e referiu que a quebra de produção no Douro não vai ser tão grande quanto de estimava.

Segundo dos dados da Associação do Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), para este ano, a expectativa de produção era de cerca de 211 mil pipas de vinho, num intervalo de 186 a 235 mil pipas.
As previsões apontavam para uma quebra, em relação à estimativa apresentada em 2007, na ordem dos 13 por cento.

As previsões da ADVID foram divulgadas em Julho e efectuados com base no modelo de pólen, recolhido entre Maio e Junho nas três sub regiões do Douro, nomeadamente o Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.

"Há alguma quebra mas não tanto como se anunciava e há sobretudo uma excelentíssima qualidade este ano", concluiu o ministro da Agricultura.

 

IN  LUSA, 21/09/2008

 

 

21-09-2008

Turismo | Vindimas

Dinamarqueses pisam vinho em Favaios

Eram meia centena de dinamarqueses e meia dúzia de portugueses. Vindimaram na Quinta da Avessada, em Favaios, Alijó. No lagar, cantaram, dançaram e pisaram. Os bagos de moscatel branco não resistiram a libertar o mosto.

Arribaram de autocarro já o Sol se despedia, oriundos do hotel Solar dos Canavarros, em Sabrosa. "Este é o segundo grupo que vem da Dinamarca, este ano. Já estão marcados mais quatro para 2009", anunciou Carlos Vasconcelos, director daquela unidade.

 

O "Douro Wine Museum", a dois passos de Favaios, esperava-os. Mulheres e homens, a maioria com ares de quem já entrou na reforma. Tímidos ao princípio, ganharam ânimo de tesoura numa mão, balde na outra, vinha fora, cortando um cacho aqui, outro ali. Bom de ver que era vindima para turista experimentar. Uma merenda servida no corpo principal do Museu afagou os estômagos escandinavos. Aprovaram os vinhos rosé e branco. E muito, a julgar pela correria para o lagar quando dali veio uma voz a pedir ajuda. A timidez inicial esfumara-se.

O lagar, meio de uvas, acolheu tantos pés quantos ali cabiam. E foi um ar que lhes deu, às uvas, tanto ali correram e dançaram ao som da concertina que marcava o ritmo. Ainda nem dez minutos decorridos e o pisar deu lugar ao chapinhar.

 

Os que pronunciavam algum inglês soltavam "fantastic", pela lagarada, bem como pela paisagem do Douro vinhateiro. August Stahl resumia que "o Norte de Portugal é bem mais interessante que o Sul". A lisboeta Carminda Ribeiro foi pela primeira vez à região e, não obstante as curvas, "valeu a pena". "Portugal é muito lindo. Não compreendo como há pessoas a viajar pelo mundo sem conhecer a riqueza do Douro".

Não haverá surpresa se voltarem. "Desde Fevereiro já recebemos 1500 pessoas neste espaço e ainda nem foi inaugurado", sorriu Luís Barros.

 

IN  JN, 21/09/2008

 

 

18-09-2008

Morte anunciada....

Escola encerra definitivamente no final deste ano lectivo

Nesta semana em que se inicia mais um ano lectivo, o PSD de Alijó reafirma a sua frontal discordância face à política educativa que vem sendo seguida e que tem consistido no fecho indiscriminado de escolas um pouco por todo o concelho.
 

Este fecho de escolas deve-se, directamente, ao executivo camarário liderado por Artur Cascarejo e a sua maioria socialista, responsáveis pela aprovação da Carta Educativa Municipal que defende o encerramento de todas estas escolas, sem que as respectivas populações tenham sequer sido ouvidas.

Só neste mandato, iniciado no final de 2005, sendo Presidente da Câmara Artur Cascarejo, já encerraram no concelho de Alijó, dezoito escolas! Foram elas as escolas EB 1 de Presandães, Cabeda, Safres, Sanradela, Carvalho, Chã, Vila Chã, Cheires, Cotas, Pópulo, Vale de Agodim, Vale de Cunho, Vale de Mendiz, Vilarinho de Cotas, Pinhão, Carlão, Santa Eugénia e Ribalonga.

Ainda por cima, muitas dessas escolas, receberam recentemente obras de beneficiação, para depois fecharem as suas portas, o que não se compreende. No caso concreto do concelho de Alijó, não se trata de fechar escolas com 1 ou 2 alunos, mas sim escolas que, em alguns casos, têm mais de 20 alunos e representam um sinal de vitalidade das respectivas localidades. E de acordo com a Carta Educativa aprovada pelo partido socialista de Alijó, os fechos de escolas não ficarão por aqui.

Aliás, este será o último ano lectivo para as escolas de São Mamede de Ribatua, Castedo e Vila Verde, com fecho previsto para 2009. O que também não se compreende é a actuação dos Presidentes de Junta eleitos pelo partido socialista e que votaram a favor dessa mesma Carta Educativa e, assim, a favor do fecho das escolas, quando foram eleitos para defender os interesses das suas freguesias e das suas populações.

Atitude diferente tiveram os Vereadores, Deputados Municipais e Presidentes de Junta de Freguesia eleitos pelo PSD, que sempre foram contra o fecho das escolas. O fecho de uma escola, nas condições em que muitas têm encerrado no concelho de Alijó, mais não é do que uma sentença de morte lenta a que se condenam muitas localidades e o desenraizamento das crianças em tenra idade do seu meio social e familiar, deixando de fazer parte da vida activa das suas aldeias.

De referir ainda que muitas escolas foram fechadas, com a contrapartida de melhores condições para os alunos, o que não tem acontecido. Veja-se o caso do Centro Escolar de Alijó – o único no concelho que vai beneficiar de fundos comunitários – e cuja construção nem sequer começou, nem deverá começar tão cedo, com todos os atrasos que este projecto tem registado. O PSD continuará contra uma política educativa movida mais por critérios economicistas do que pedagógicos, em prejuízo das populações e dos alunos.

 

 PSD ALIJÓ

IN
Notícias de Vila Real, 17/09/2008

 

 

17-09-2008

Estrutura única na Península Ibérica

Enoteca interactiva em Favaios

 

 A primeira enoteca interactiva da Península Ibérica, que está instalada no concelho de Alijó, no Douro, vai mostrar os processos e tradições da produção de vinho na mais antiga região demarcada do mundo.

"Através do estímulo dos sentidos, pretendemos dar a conhecer a quem nos visita o modo de vida das nossas gentes", afirmou Luís Barros. O proprietário da enoteca aproveitou um armazém secular de construção tradicional duriense, instalado na Quinta da Avessada, em Favaios e requalificou e transformou-o na “Enoteca Douro”, que será inaugurada brevemente.

O investimento rondou 1,5 milhões de euros, com co-financiamento do programa comunitário Leader. Foi criado naquele espaço "um percurso lúdico, dinâmico e interactivo, de modo a retratar de uma forma única, a história, modo de vida, usos e costumes do Douro”.

Na enoteca vão ser apresentadas, "de forma muito viva" representações etnográficas referentes aos processos vitivinícolas, e memórias fotográficas que ilustram as diferentes épocas relacionadas com o vinho e vinhas durienses.

A "viagem" recorre a robôs e manequins, que simulam, por exemplo, a pisa tradicional das uvas, a par de informação em plasmas e "touch-screens" sobre todos os vinhos expostos na enoteca, em interactividade com o enólogo responsável pelo seu fabrico.

O percurso começa pelos vinhedos e espaços exteriores, com explicação das diferentes castas do Douro e dos trabalhos agrícolas ao ar livre, segue-se a sala dos lagares, onde o cheiro a mosto se mistura com os cantares típicos e a projecção de filmes. Finalmente, visita-se a sala de envelhecimento e provas documentadas com acesso a bases de dados dos produtores e os vinhos onde se segue a degustação de uma criteriosa selecção dos néctares produzidos.

A enoteca ainda não foi oficialmente inaugurada, mas já foi visitada por centenas de pessoas. Hoje inicia-se a época de vindimas com a tradicional lagarada e jantar típico duriense. Os visitantes irão participar no corte das uvas e na própria lagarada, sempre ao som da concertina.
 

IN  LUSA, 17/09/2008

 

 

17-09-2008

Complexo desportivo Municipal

Ministro da Presidência na Inauguração do novo Estádio

 

Pedro Silva Pereira, Ministro da Presidência, inaugurou no passado domingo, dia 14, o renovado Estádio Municipal Delfim Magalhães, em Alijó.

 

Este complexo desportivo representa um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros e permite receber cerca de 2000 espectadores. “Estou muito satisfeito por ver a qualidade da obra, acho que está em condições de prestar um bom serviço”, afirmou o representante do governo.

 

O novo estádio de Alijó possui um piso em relva sintética, cumpre todas as normas de segurança para receber jogos internacionais e está apto para receber deficientes motores, uma vez que não apresenta barreiras à sua mobilidade. Segundo o ministro, esta infra-estrutura possibilita aos habitantes da região melhores condições de vida porque o equipamento “não está apenas ao serviço da prática do futebol federado, de competição, mas pode ser colocado ao serviço da generalização da prática desportiva, articulando com o desporto escolar”. O governante deixou ainda a nota de que, no presente, “mais de 90 por cento das escolas do primeiro ciclo do ensino básico do país têm já desporto escolar”.

 

Pedro Silva Pereira deixou clara a intenção do governo socialista, explicando que o desejo passa por cobrir a totalidade do território com este tipo de equipamentos. “O nosso objectivo é que não exista nenhum concelho no país que não tenha pelo menos um campo relvado”, realçou. O ministro destacou ainda a preocupação do executivo em melhorar as infra-estruturas desportivas em todo o país, dando também atenção às problemáticas do interior.

 

Artur Cascarejo, presidente da autarquia, referiu-se exactamente ao peso da interioridade para explicar o tempo que este equipamento demorou a ser inaugurado. “Sabemos que aqui no interior, tudo o que fazemos tem que ser feito com muita persistência, muita luta e muita determinação, mas nós preferimos que demorasse, mas que pudéssemos fazer esta intervenção de fundo, do que fazer uma coisa sem qualidade que seria mais um remendo.” O autarca alijoense explicou ainda que esta obra se justifica porque “Alijó também deu provas no passado, desde os infantis aos seniores, de ter gente capaz e com aproveitamento desportivo”.

 

IN Mensageiro Notícias, 17/09/2008

 

 

11-09-2008

Imóveis Municipais

PSD envia regulamento municipal ao Ministério Público

 

O PSD de Alijó, através da sua Vereação, liderada por Miguel Rodrigues, remeteu para o Ministério Público um projecto de regulamento municipal, apresentado pelo Presidente da Câmara e aprovado pela maioria socialista na Câmara Municipal no passado mês de Julho.

O regulamento agora aprovado, regula as condições em que os imóveis propriedade da Câmara Municipal podem ser vendidos ou cedidos a terceiros, prevendo que a Câmara Municipal, sem qualquer controlo externo e sem necessidade de concurso público, possa ceder prédios camarários a particulares, mediante as condições definidas pela própria Câmara.

Na prática e como o PS tem maioria na Câmara Municipal, este regulamento permite que os socialistas ofereçam prédios camarários a quem quiserem e nas condições que entenderem, sem qualquer controlo externo, o que poderá dar origem a todo o tipo de negociatas, ainda por cima atendendo à proximidade de eleições.

Para o PSD de Alijó, este regulamento levanta muitas dúvidas quanto à sua legalidade em alguns aspectos essenciais, pois viola directamente a lei que regula a competência dos municípios, para além de não respeitar alguns dos mais elementares princípios que regem a actividade autárquica.
Para a oposição social-democrata, este regulamento é um autêntico “cheque em branco” entregue ao Presidente da Câmara, o socialista Artur Cascarejo para, como e quando entender, poder delapidar o património municipal, cedendo os prédios propriedade da Câmara a quem quiser, por acordo directo, sem concurso público obrigatório e sem qualquer controlo, o que é ilegal e pode prejudicar gravemente o interesse público.

Acresce ainda que o Presidente da Câmara recusa que as decisões de cedência de imóveis, assim tomadas, sejam depois ratificadas pela Assembleia Municipal, o que para o PSD é inaceitável, tanto mais que a lei obriga, em muitos destes casos, à autorização pela Assembleia Municipal.

O PSD de Alijó exige que as cedências de prédios camarários sejam feitas com rigor e transparência. Mas essa não parece ser a preocupação do actual Presidente da Câmara que apresenta uma proposta de regulamento municipal que não é mais do que um embuste. Artur Cascarejo continua sem explicar qual a razão pela qual não aceita o concurso público obrigatório, por regra, bem como porque recusa o controlo pela Assembleia Municipal, querendo ter “mãos livres” para fazer o que quiser nesta matéria.

Todas estas observações foram feitas pela Vereação do PSD em reunião de Câmara, mas ignoradas pela maioria socialista que votou favoravelmente este regulamento.

Uma vez que o Presidente da Câmara, irresponsavelmente, não se preocupa em esclarecer as dúvidas que este regulamento levanta, o PSD de Alijó, através da sua Vereação e na defesa das populações do concelho de Alijó e do património imobiliário do Município, decidiu encaminhar esta semana o documento para o Ministério Público, de modo a que as autoridades competentes o possam analisar.

O PSD de Alijó aguarda agora, com serenidade, as conclusões que as autoridades judiciárias vierem a tomar, confiando nas suas decisões e respeitando-as.

 

 

 

11-09-2008

Desporto

Inauguração do Estádio Municipal

O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, inaugura o Estádio Municipal Delfim Magalhães de Alijó no domingo, num investimento de cerca de um milhão e 350 mil euros.
O novo espaço possui com relva sintética e cumpre todas as normas de segurança para receber jogos internacionais, que podem ir desde o futebol de onze, futebol de sete ou râguebi.
As bancadas possuem capacidade para receber cerca de duas mil pessoas.
O relvado, infra-estruturas e a iluminação custaram um milhão e 200 mil euros, com apoio comunitário, e as bancadas, que custaram 150 mil euros, foram pagas pela autarquia.

 

De referir que dentro da politica de apoio ao Desporto, a Câmara Municipal de Alijó, patrocinou o estágio realizado pela equipa de futsal AAUTAD-realfut, na Vila de Alijó durante 15 dias. Não são no entanto conhecidos, os contornos deste apoio.

 

 

05-09-2008

Linha do Tua

Comunicações de Rádio já são uma realidade

 Desde a semana passada, o vale do Tua passa a ter uma melhoria significativa nas comunicações, em virtude da instalação de um repetidor de sinal rádio, instalado no alto de Freixo, no concelho de Alijó. Este equipamento permite que as operações sejam facilitadas em casos de sinistro na linha férrea e até no próprio rio Tua. O equipamento foi instalado pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil numa torre supostamente abandonada no monte do Freixo e que era propriedade da Rádio Capital.

  O vice-presidente da Câmara de Alijó e responsável municipal da Protecção Civil, Adérito Figueira, justifica o repetidor rádio com a "ausência de qualquer sinal deste meio de comunicação abaixo dos 800 metros de altitude". Mesmo assim, as dificuldades na comunicação via telemóvel, principalmente entre o troço de Brunheda e o Tua, continuam a ser praticamente impossíveis, mas tal situação só pode ser resolvida com investimento das operadoras. Quer isto dizer que se o repetidor tivesse sido instalado há mais de ano e meio, teria havido a possibilidade de envolver os meios necessários e não os que se achava que deveriam ir para o local, em todos os acidentes registados na linha do Tua desde Fevereiro de 2007. De resto, em todos eles houve.

 

 

 

22-08-2008

Linha do Tua

 Um Morto e 47 feridos em mais um descarrilamento

A Linha do Tua foi durante a manhã do dia 22 de Agosto, palco de mais um descarrilamento. Inicialmente foi aventada a possibilidade de o descarrilamento ter sido provocado por uma explosão no eixo da frente da carruagem, que teria projectado a composição para fora da linha. No entanto, essa explicação já descartada pelos peritos da CP.
Contactado pela RTP, o porta-voz da CP, Carlos Madeira, referiu que viajavam na automotora ligeira meia centena de passageiros e que o descarrilamento aconteceu entre as estações de Brunheda e Tralhão, no sentido do Tua, cerca das 11h00. A composição havia saído de Mirandela às 9h37.
O comboio ligeiro tombou para a encosta, ou seja, para o lado contrário do rio Tua.
Depois de ter tomado nota dos resultados das primeiras investigações realizadas no local, a secretária de Estado dos Transportes assegurou que, por ora, não há quaisquer indícios que apontem para a ocorrência de uma explosão.
Por sua vez, o presidente da CP, Cardoso dos Reis, sublinhou que a composição acidentada foi esta semana objecto de uma vistoria, pelo que não há indicações de que o acidente tenha sido provocado por anomalias mecânicas.

Vítimas
O acidente provocou a morte a uma mulher de 47 anos e deixou feridas outras 37 pessoas. A maioria já teve alta, mas ainda há duas pessoas em estado grave.
Para o Hospital de Vila Real foram levadas outras 13 pessoas com ferimentos, tendo os restantes oito feridos - nenhum deles grave - recebido assistência nas unidades de Bragança e de Mirandela do Centro Hospitalar do Nordeste.

De acordo com o director clínico do Centro Hospitalar, Manuel Sampaio da Veiga, para Bragança foram transportados quatro feridos, tendo já recebido alta, e outros quatro conduzidos para Mirandela, onde apenas permanecem dois deles, uma mulher que está em observação mas sem inspirar cuidados especiais e uma criança que teve de receber cuidados no bloco operatório.

Manuel Sampaio da Veiga sublinhou que entre as pessoas recebidas no Centro Hospitalar do Nordeste a nota de maior registo é o estado psicológico em que se encontram após o trauma do acidente.

Uma morte confirmada
Depois de indicações que davam como certas duas mortes no descarrilamento da composição, ao início da tarde as notícias foram desmentidas quer pela CP quer pelo Hospital de Vila Real, apenas se confirmando a morte de uma passageira. "Felizmente, não se confirma qualquer morte neste hospital", afirmou o administrador da unidade de saúde, Carlos Vaz.
Segundo o Governador Civil de Bragança - que inicialmente avançou com a notícia de duas mortes - a passageira de 47 anos que viria a falecer ficou presa debaixo da carruagem tombada.
Para o local, a cerca de um quilómetro da estação de Brunheda, próximo de Carrazeda de Ansiães, deslocaram-se nove corporações de bombeiros dos distritos de Bragança e Vila Real e dois helicópteros, um da Protecção Civil e outro do INEM.
Integraram ainda o dispositivo de socorro 49 homens e 19 viaturas, equipas da Brigada Florestal e GNR, duas Viaturas Médicas de Emergência (VMER) e cinco de Suporte Básico de Vida (SIV). Uma psicóloga seguiu igualmente para o local.
Este é já o quarto acidente no último ano e meio.
 

Governo acompanha acidente
Em Lisboa, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, esteve igualmente a seguir a situação, mantendo um contacto permanente com o Governo Civil, o presidente da Câmara de Mirandela e as administrações da CP e da Refer.
Para o local foi chamado o Núcleo de Investigação Criminal da GNR para investigar as circunstâncias do acidente.
De acordo com o governador civil de Bragança, Jorge Gomes, o acidente não provocou danos nos carris, apesar de ter originado a destruição das traves de madeira entre eles.

Entretanto, o ministro Mário Lino determinou a abertura de um inquérito preliminar ao acidente e espera ter as primeiras respostas já na terça-feira.
"O relatório final deverá ser entregue um mês depois do preliminar. Para já, desconhecem-se as razões que provocaram o acidente desta manhã", afirmou o governante aos jornalistas durante a conferência de imprensa realizada esta tarde.
Sublinhando que "todos os meses a Linha do Tua é vistoriada a pé" e que "todos os dias passa uma pequena locomotiva que inspecciona a Linha", Mário Lino não descartou a hipótese de a via vir a revelar-se insegura, o que determinaria o seu fim.
"O encerramento definitivo é uma hipótese, se não houver segurança na Linha", afirmou o ministro.

Encerramento provisório
Logo a meio da tarde, a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, anunciava o encerramento provisório da Linha do Tua. A decisão deverá manter-se até que sejam apuradas as causas do descarrilamento da composição do metro de Mirandela. Ana Paula Vitorino afirmou que aguarda "relatórios muito aprofundados" por parte da CP, da Refer e do Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres.
"Sem condições não pode ser autorizada a reabertura da linha", frisou a governante, citada pela Agência Lusa. O troço do Metro de Mirandela entre a cidade e a estação do Cachão, com perto de 15 quilómetros, vai permanecer em funcionamento. A secretária de Estado dos Transportes salientou que a Refer procede a trabalhos de manutenção da Linha do Tua a cada 15 dias. Os resultados da mais recente inspecção, disse, indicavam que a linha reunia condições de utilização. "Mas o que é facto é que o acidente ocorreu. Por isso vamos ver e analisar seriamente o que se passou", garantiu Ana Paula Vitorino, que acompanhou no local a resposta ao acidente.

In RTP, 22/08/08
 

 

Adérito Figueiras diz que problema advém da falta de manutenção da REFER

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=983203

In TSF, 22/08/08

Cronologia dos acidentes com o metro de Mirandela na Linha do Tua:

22 Ago 2008 - Uma composição do metro de Mirandela descarrilou a um quilómetro da estação de Brunheda, concelho de Carrazeda de Ansiães.

6 Jun 2008 - Uma carruagem do metro de Mirandela descarrilou entre Abrunheda e o Tua, a quatro quilómetros do final da viagem, provocando três feridos ligeiros.

10 Abr 2008 - Um deslizamento de terras ao quilómetro 2,5 no sentido Tua/Mirandela envolveu uma brevina (veículo de segurança para serviço na linha), provocando três feridos ligeiros e interrompeu a circulação na Linha do Tua.

12 Fev 2007 - Uma carruagem do metro de Mirandela descarrilou por uma ravina de 60 metros para o rio, matando três pessoas. Este acidente obrigou ao encerramento da linha por quase um ano.

 

 

25-07-2008

A Tentação de Santo Antão

 Última obra de António Cabral apresentada no Castedo

Castedo do Douro recebeu apresentação do último livro de António Cabral. “A Tentação de Santo Antão” foi galardoado com o prémio nacional de poesia “Fernão de Magalhães Gonçalves” e foi apresentado no Centro Cultural e Recreativo daquela localidade.

Era conhecido o amor que António Cabral sentia pela sua terra e pelas suas gentes. Por esse motivo, a editora Tartaruga decidiu, com total aprovação da família e do Centro Cultural e Recreativo de Castedo do Douro, apresentar esta obra póstuma na terra que viu nascer um dos maiores poetas que cantou o Douro. A apresentação da obra esteve a cargo de Maria da Assunção Morais Monteiro, professora da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

A apresentação iniciou com um pequeno discurso (todo o discurso mais abaixo) de Altino Vasques, Presidente do Centro Recreativo e Cultural de Castedo do Douro, que aproveitou para agradecer o facto de, a apresentação da obra de António Cabral ter tido lugar na sede da Associação.  Mostrou-se ainda disponível, para, em conjunto com outras entidades, organizarem uma justa homenagem ao poeta. De seguida tomou a palavra a docente Maria Assunção Monteiro, que começou por elogiar a genialidade poética de António Cabral, bem como a rigorosa, subtil e riqueza vocabular dos seus textos. Continuou afirmando, que como homem duriense, ligado a este espaço geográfico, às suas gentes e cultura, a apresentação em Castedo do Douro teve toda a lógica, estando certa que contaria com a aprovação do autor. A docente fez referência à mensagem que a esposa dedicou no prefácio do livro a António Cabral.

O tratamento carinhoso com que este texto foi escrito e a comparação das filhas com a vinha, são comparações preciosas para o homem duriense. Continuou, afirmando que a obra de António Cabral está virada para a terra e para o homem que a cultiva, revelando os problemas sociais do Douro e que, de certa forma, são universais. O posfácio foi escrito pelo amigo do autor, Padre Manuel Alves, que o próprio leu visivelmente emocionado, recordando a juventude de ambos, os seus estudos e as ideias que defendiam.

Finalmente tomou a